E se te sentasses à minha beira,
Se te encostasses e baloiçasses a minha cadeira,
Onde Deus nunca foi santo ou herói,
Onde aqui domina o que se constrói.
E se te deitasses na minha cama,
Se te levantasses como quem ama,
Onde a Senhora nunca se deitou,
Onde de o fruto nunca provou.
Sonhava anónimo e nunca visto,
De profeta incompreendido como Jesus Cristo,
Confuso e denso como o universo,
Perdido nas estrelas, vago e disperso.
Se me embalasses em pequeno o berço,
Ao Senhor chamava e assim o pareço,
Como do copo bebido o santo graal,
Filho do mundo e de um comum mortal.
De tudo que tem grandeza e cor,
De tudo um pouco e mais amor,
Embalas-me numa mão perdida de desejo,
Como se caminhasse sobre as águas do Tejo.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário